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Alagoas,
uma das nove unidades federadas que integram o Nordeste
brasileiro, figura entre aquelas de menor extensão territorial,
com 27.689,1 km2 de superfície, correspondendo a menos de
3% da área regional. Limita-se ao norte e a oeste com o
estado de Pernambuco, a leste com o oceano Atlântico, e
ao sul com Sergipe e Bahia.
Relevo
Seus
principais aspectos geológicos podem ser divididos
em duas unidades de relevo. A primeira são as Planícies
Litorâneas com seus tabuleiros e colinas, exemplificados
pelas embocaduras fluviais afogadas, formadoras de brejos
e lagoas que caracterizam parte do litoral alagoano e deram
origem ao nome Alagoas. Os tabuleiros chegam até
o litoral, principalmente ao sul da capital Maceió,
e se estendem até perto da foz do rio São
Francisco, na fronteira com o estado de Sergipe. A segunda
unidade de relevo refere-se a serras e planaltos da Borborema,
no interior do Estado, formadas por rochas muito antigas
e com alturas variando entre 200 e 300 metros.
Clima
O
clima tem as características tropicais gerais da
região Nordeste litorânea, com chuvas freqüentes
no inverno (junho-julho) e seca no verão, acompanhadas
de temperaturas elevadas, com média anual variando
entre 20º e 28º. O estado apresenta as três
sub-unidades espaciais características da região
Nordeste: o Litoral e Mata; o Agreste; e o Sertão.
A rica rede hidrográfica do Litoral e Mata é
composta, basicamente, por rios perenes que desembocam no
oceano Atlântico, além de um considerável
número de lagoas litorâneas. O Agreste é
uma zona de transição entre o Litoral e Mata
e o Sertão. Trata-se da parte central do estado,
com relevo suave, geralmente em terrenos cristalinos.O
Sertão é a área menos povoada do estado,
e tem em Santana do Ipanema seu mais importante centro urbano.
População
Alagoas
tinha uma população de 2.512.991 habitantes
(censo de 1991), dos quais 1.481.125 (59%) viviam no meio
urbano, isto é, sede municipal, vilas e áreas
urbanas isoladas, enquanto as áreas rurais tinham
1.031.866 habitantes (41%).
A forte concentração fundiária nas
mãos de poucas famílias que controlam a produção
de cana-de-açúcar e de fumo leva à
prática de uma política de baixos salários
para a maioria da população e impede a distribuição
de terras para pequenos e médios agricultores. Por
isso, o estado de Alagoas é considerado um dos mais
problemáticos da região Nordeste, tanto no
que se refere à sua viabilidade econômica quanto
à sua marcada desigualdade social.
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